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um pouco sobre mim

Eu nasci em fevereiro de 1977 em Paris e cheguei ao Rio como jornalista faz cinco anos. Meu tesouro de infância fica guardado no celeiro da minha mãe, na França. É uma velha caixa de papelão, cheia de fotos que sendo acumuladas ao longo dos anos. Tem essas clicadas pelo meu tio, grande fotografo parisiense, que ampliava à mão, num papel de grande formato, em preto e branco. Outras, da minha bisavó Normanda, cercada duma moldura denteada à moda antiga. Aquelas do meu avô, fantasiado de Ben-Hur na frente dos seus amigos resistentes, dobrados de rir. Os primeiros polaroïds dos meus irmãos e eu de ferias no Sul Oueste. Cada vez que eu preparo o meu equipamento antes de sair para fotografar eu penso nessa caixa. Agora virei mãe dum menino de três anos. O tempo voa.
Nossos filhos não param de crescer, crescer, crescer
Nossas barrigas nem sempre ficam redondinhas
Mesmo sublimes, as festas de família passam num piscar de olhos
Por isso, eu adoro a idéia de parar o tempo com a minha lente.
Tornar eternos os seus momentos inesquecíveis.
O jornalismo me ensinou a trabalhar com rapidez, discrição, precisão e intuição. Ficando num bom lugar, no momento certo, testemunhando até ao mínimo detalhe. Com a minha câmera, a informação que eu estou agora caçando por toda parte, e a emoção. Volátila, mais valiosa que as joías da suas avôs. Para mim é uma grande responsabilidade eternizá-la em cada uma das fotos. Via internet, você pode compartilhar na hora, em qualquer lugar do mundo, com amigos e familiares aqueles instantâneos.
Editando com o maior carinho e profissionalismo cada uma das suas fotos, montando com você uns álbuns únicos, eu penso também na próxima geração que, folheando-os, poderá sonhar, re-viver, descobrir, voltar atras no tempo. Charlotte Valade

Je suis née en février 1977 à Paris et me suis installée à Rio comme journaliste il y a cinq ans.
Mon trésor d’enfance repose au fond d’une vieille boîte à chapeau en carton, dans le grenier de ma mère. Elle y a accumulé, avec les années, toutes sortes de photos. Celles de mon oncle, grand photographe parisien, révélées à la main sur du papier grand format, en noir et blanc. Celles de mon arrière grand mère Normande, bordées d’un cadre dentelé. De mon grand père, déguisé en Ben-Hur devant ses copains résistants pliés de rire. Les premiers polaroïds saturés de mes frères et moi en vacances dans le Sud-Ouest… Chaque fois que je prépare mon matériel avant une session de photo, je pense à cette boîte. Au grain de chaque image.
Je suis aujourd’hui maman d’un petit garçon de trois ans. Le temps vole.
Nos enfants ne cessent de grandir, grandir, grandir
Nos ventres ne restent ronds que quelques mois
Aussi sublimes soient-elles, les fêtes de familles s’éclipsent en un clin d’œil
Et c’est pour ça que j’adore l’idée de figer dans l’image vos instants les plus précieux, les transformer en souvenirs impérissables.
Le journalisme m’a appris à travailler vite, discrètement, avec précision et intuition. Être-là au bon endroit, au bon moment, pour témoigner du moindre détail. Avec mon appareil photo, l’information que je traque maintenant, volatile, mais plus précieuse que des bijoux de famille, c’est l’émotion. J’ai à cœur de la faire apparaître dans chacun de mes clichés, sans en rajouter. Les photos éditées en ligne vous permettent de partager dans la seconde, avec des amis aux quatre coins du monde, ces instantanés. En traitant chaque photo avec le plus grand soin, en montant avec vous des albums uniques, je pense aussi aux prochaines générations qui pourront à leur tour rêver, revivre, découvrir, remonter le temps en les feuilletant.
Charlotte Valade

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